A punição sofrida pelo inimigo nº 1 de Marcola em presídio

O criminoso Roberto Soriano, conhecido como Tiriça, foi colocado em isolamento disciplinar na Penitenciária Federal de Mossoró (RN) após agentes encontrarem um osso de galinha afiado escondido em sua cela. O objeto havia sido amolado e poderia ser usado como arma improvisada para ferir alguém ou fazer um refém, o que levou a direção do presídio a aplicar punição imediata. Ele ficará um mês isolado, sem visitas e sem o banho de sol diário.
Tiriça é um dos nomes mais conhecidos do crime organizado e rival direto de Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola, líder do Primeiro Comando da Capital (PCC). Durante anos, Soriano ocupou posição de destaque na facção, sendo considerado o “número 2” da organização, até o rompimento que desencadeou uma disputa interna.
O racha ocorreu no início de 2023 e envolveu também Abel Pacheco de Andrade, o Vida Loka, e Wanderson Nilton de Paula Lima, o Andinho. Segundo o Ministério Público de São Paulo, o trio tentou tirar Marcola do comando e decretou sua morte. A reação veio rápida: integrantes fiéis a Marcola determinaram a execução dos dissidentes, acusando-os de calúnia e traição.
A crise interna se agravou após o vazamento de um diálogo gravado em 2022, no qual Marcola chamou Tiriça de “psicopata”. A fala foi usada pelo Ministério Público no julgamento de Soriano, que, em 2023, foi condenado a 31 anos e 6 meses de prisão por mandar matar a psicóloga Melissa de Almeida Araújo.
