A reação da China à inclusão da BYD na “lista suja” do trabalho escravo

O governo da China reagiu à inclusão da montadora BYD na “lista suja” do trabalho escravo divulgada pelo Ministério do Trabalho. A atualização incluiu 169 novos empregadores, elevando o total para cerca de 613. Entre os nomes estão a empresa e o cantor Amado Batista.
Em nota, o Ministério das Relações Exteriores do país afirmou: “A China sempre exigiu que empresas chinesas operem conforme as leis e regulamentos”, ao comentar a medida. Os registros abrangem casos entre 2020 e 2025, com 2.247 trabalhadores resgatados em situações análogas à escravidão.
No caso da BYD, a inclusão ocorreu após o resgate de 220 trabalhadores chineses em uma obra na Bahia. As autoridades relataram condições inadequadas de alojamento, retenção de passaportes e jornadas irregulares.
A empresa afirmou que a construtora terceirizada cometeu irregularidades e declarou que não tolera violações à legislação brasileira. A montadora também informou ter encerrado o contrato com a empresa responsável e firmado acordo de R$ 40 milhões com o Ministério Público do Trabalho.
