A reação de Ibaneis à saída de secretário por lei anticomunista: “Problema dele”

O governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), reagiu de forma lacônica à saída do ex-secretário Bartolomeu Rodrigues, que deixou o cargo nesta sexta-feira (24) em protesto contra a criação do “Dia da Memória das Vítimas do Comunismo”. Questionado sobre a renúncia, o governador limitou-se a dizer: “Se foi, é um problema dele.”
A declaração veio após Bartolomeu, ex-chefe da Assessoria Institucional do GDF, publicar uma carta aberta criticando a sanção da lei, aprovada pela Câmara Legislativa e assinada por Ibaneis nesta semana. No texto, ele classificou a medida como um “revisionismo histórico”, acusando o governo de ignorar as vítimas da ditadura militar, como o jornalista Vladimir Herzog e o líder estudantil Honestino Guimarães.
A nova lei, de autoria do deputado Thiago Manzoni (PL), estabelece o dia 4 de junho como data oficial de homenagem às vítimas do comunismo, em referência ao massacre da Praça da Paz Celestial, ocorrido em 1989, na China. O texto prevê que o poder público promova atividades “em memória das vítimas das ditaduras comunistas”.
Bartolomeu afirmou que deixa o governo “mas não a luta” e prometeu atuar pela revogação da lei. Já o Palácio do Buriti não anunciou quem assumirá o cargo. A postura de Ibaneis, ao minimizar o rompimento, evidenciou o desconforto dentro da gestão e reforçou o impacto político da sanção de uma das leis mais polêmicas do seu mandato.
