A teoria conspiratória transfóbica da extrema-direita contra Sydney Sweeney

A atriz Sydney Sweeney, conhecida por seu papel na série “Euphoria”, tornou-se alvo de uma teoria conspiratória transfóbica difundida em círculos da extrema-direita dos Estados Unidos. A narrativa faz parte do chamado movimento “transvestigation”, que tenta rotular celebridades como pessoas trans a partir de leituras pseudocientíficas de características físicas, sem qualquer base científica.
A ofensiva contra Sweeney ganhou força após a circulação de uma publicação na rede X, na qual um usuário sugeriu que a largura do pescoço da atriz seria um “indício” de que ela seria “secretamente trans”. O conteúdo viralizou e acumulou milhões de visualizações, impulsionado por perfis ligados a discursos conspiratórios e antitrans, que frequentemente utilizam imagens e vídeos fora de contexto para sustentar essas acusações.
O episódio chama atenção pelo contraste com a forma como setores conservadores trataram a atriz recentemente. Em 2025, Sweeney chegou a ser exaltada por grupos ligados ao movimento MAGA e pelo então presidente Donald Trump, após participar de uma campanha publicitária da American Eagle. À época, críticos apontaram que o anúncio fazia uso de linguagem associada à eugenia, e veio a público também que a atriz era filiada ao Partido Republicano.
Sydney Sweeney não é um caso isolado. O movimento de “transvestigation” já mirou outras mulheres cisgênero, como Brigitte Macron, Margot Robbie e Michelle Obama. A prática é apontada por especialistas como uma forma de desinformação e violência simbólica, que reforça preconceitos contra pessoas trans e amplia campanhas de ódio nas redes sociais.
