A virada que começou atrás de uma máquina antiga

Maria do Socorro passou mais de três décadas trabalhando como costureira em confecções de Juazeiro do Norte, no Ceará, sempre com renda instável e jornadas longas. Aos 52 anos, decidiu deixar o emprego formal após uma demissão que parecia definitiva para sua carreira.
Com uma máquina antiga em casa, começou a produzir roupas sob medida para vizinhos e conhecidos. O alcance mudou quando passou a divulgar os trabalhos em redes sociais, usando fotos simples e atendimento direto pelo celular.
Em menos de dois anos, a produção artesanal ganhou escala. As encomendas passaram a vir de outros estados, e Maria organizou a rotina com prazos fixos e envio pelos Correios. Hoje, a renda mensal supera o que ela ganhava em fábricas.
Atualmente, a costureira sustenta a família apenas com o trabalho feito em casa. O negócio segue sem funcionários fixos, mas com carteira de clientes recorrentes e demanda constante.
