Abandono familiar deixa jovem autista vivendo há três meses em hospital do DF

Uma adolescente de 16 anos, diagnosticada com transtorno do espectro autista em grau alto, está há três meses morando no Hospital Municipal do Jardim Ingá, em Luziânia, Entorno do Distrito Federal. Ela foi deixada na unidade, após a morte da avó e a recusa da mãe em assumir sua guarda.
Isabela*, como é chamada para preservar sua identidade, vivia em São Paulo sob os cuidados da avó. Após ser abandonada pela mãe, passou um mês no Centro de Atenção Psicossocial (Caps) antes de ser transferida para o hospital, onde permanece recebendo atendimento psiquiátrico.
O hospital foi inaugurado em 2008 e está situado na Avenida Israel Pinheiro, onde atende a mais de 88 mil habitantes do distrito. A adolescente ocupa um leito improvisado e se tornou xodó dos funcionários, que relatam sua simpatia e dificuldade de comunicação, além de hábitos como mexer no celular e ouvir música.
O caso está sob acompanhamento da Secretaria Municipal de Saúde de Luziânia e do Juizado da Infância e da Juventude. O Ministério Público de Goiás monitora a situação, enquanto o destino da jovem após a alta médica ainda não foi definido. A mãe e outros familiares não foram localizados.
