“Achei que não iríamos sobreviver”: aluna relata ataque que matou nove em escola

Um tiroteio na Escola Debsirin Nonthaburi, nos arredores de Bangcoc, deixou nove mortos e 23 feridos na sexta-feira. A polícia informou que o suspeito, um aluno de 14 anos, matou os avós antes de seguir de ônibus para a instituição, onde abriu fogo pouco antes das 10h. O episódio reacendeu o debate sobre o controle de armas na Tailândia.
Khim, de 14 anos, contou à Reuters que ela e colegas ouviram os primeiros disparos e chegaram a pensar que o barulho vinha de uma obra. Quando souberam que havia um atirador no prédio, os estudantes bloquearam a porta com carteiras, apagaram as luzes e se reuniram perto das janelas. “Ouvi vários tiros e senti que não iríamos sobreviver”, disse.
Enquanto se escondia, Khim recebeu uma mensagem da mãe e pediu que ela não telefonasse para evitar que o toque revelasse a posição dos alunos. “Mãe, não me ligue, porque o toque pode soar”, respondeu. A mãe das adolescentes, Kwan, acompanhou o ataque ao telefone com a filha mais velha e pediu que ela contasse os disparos; a polícia disse que o atirador usou ao menos 26 balas.
