Acidentes com carros de luxo matam vítimas e deixam famílias sem indenização em SP

Acidentes envolvendo carros de luxo em São Paulo deixaram mortos, feridos e famílias que ainda buscam indenizações na Justiça. Em um intervalo de três dias, o coletor de lixo Diego da Silva, de 19 anos, e o sargento da PM Fábio Pereira de Souza, de 50, morreram após serem atingidos por veículos em alta velocidade.
O primeiro trabalhava na coleta quando um carro dirigido pelo empresário chinês Guofang Huang o atropelou. O delegado Rodolfo Alcantelado afirmou que o motorista apresentava sinais visíveis de embriaguez. Já Fábio morreu depois que Bruno Yasuo Shimizu, de 22 anos, dirigiu na contramão e atingiu a moto do policial em uma avenida da capital. O Ministério Público denunciou Shimizu por homicídio qualificado.
Dados do Centro de Informações sobre Saúde e Álcool apontam que o álcool ao volante matou 13.075 pessoas no Brasil em um ano. Outros casos seguem sem desfecho financeiro para as vítimas. Em 2019, a diarista Audenilce Bernardina, de 65 anos, morreu após um Porsche dirigido pelo empresário Fábio Alonso atingi-la na Rua Augusta e a Justiça fixou indenização de R$ 60 mil para cada familiar, mas o pagamento não ocorreu.
Já André Micheletti recebeu condenação em segunda instância a 10 anos de prisão e ao pagamento de R$ 2,6 milhões após um racha na Rodovia dos Imigrantes, em 2018, matar duas mulheres e deixar um homem e uma criança paraplégicos. Ele recorre em liberdade, e as famílias tentam executar a indenização.
