Ações ou fundos imobiliários: o que considerar antes de investir

A escolha entre ações e fundos de investimento imobiliários (FIIs) depende do perfil do investidor, do tempo disponível para acompanhar o mercado e dos objetivos financeiros. Em geral, ações costumam atrair quem aceita mais risco e busca maior potencial de valorização no longo prazo. Já os FIIs tendem a interessar quem procura renda passiva mensal com mais previsibilidade, por meio da distribuição de dividendos.
Ações representam frações de empresas negociadas na Bolsa, e o investidor pode ganhar com dividendos, juros sobre capital próprio ou valorização dos papéis. O risco principal está na volatilidade, influenciada por oferta e demanda, juros, inflação, câmbio, resultados das companhias, cenário político e fatores internacionais. Eduardo Menicucci, professor de finanças e negócios da Fundação Dom Cabral, afirma que esse tipo de aplicação exige dedicação: “Além disso, nem sempre o retorno é interessante, dado o nível de risco mais alto do que o da renda fixa”.
Os fundos imobiliários permitem investir no setor sem comprar um imóvel diretamente. Eles podem aplicar em propriedades físicas, títulos ligados ao mercado imobiliário, cotas de outros fundos ou combinações desses ativos. Menicucci avalia que os FIIs são “investimentos interessantes quando pensamos no Brasil”, mas ressalta que não servem para resgate imediato quando o objetivo é obter bons rendimentos. Para reduzir riscos na renda variável, o professor recomenda diversificar a carteira, manter uma parcela em renda fixa e adotar disciplina, inclusive com ferramentas como o stop loss para limitar perdas.
