Acordar no susto pode ser risco para quem tem problema cardíaco; entenda

Acordar no susto, seja por causa de um despertador alto, um barulho inesperado ou um pesadelo, provoca uma resposta imediata do organismo ao estresse. A liberação de adrenalina acelera os batimentos cardíacos, eleva a pressão arterial e aumenta a demanda de oxigênio pelo músculo cardíaco.
Em pessoas saudáveis, essas alterações costumam passar em poucos minutos. O cardiologista Jorge Koroishi, do Hcor, em São Paulo, afirma que “o sistema cardiovascular normalmente consegue se autorregular após o susto, controlando a pressão arterial e a frequência cardíaca em poucos minutos”. O risco cresce entre pacientes com hipertensão, arritmias, insuficiência cardíaca ou doença coronariana, já que o aumento repentino da pressão e da frequência cardíaca pode descompensar problemas prévios.
O cardiologista Antônio Aurélio Fagundes Junior, do Hospital DF Star, da Rede D’Or, alerta que “a descarga adrenérgica pode ser o gatilho para uma arritmia mais grave ou mesmo para um infarto agudo do miocárdio”. Dor ou desconforto no peito, falta de ar, palpitações persistentes, suor intenso, desmaio ou coração acelerado por vários minutos sem melhora são sinais para procurar atendimento médico.
