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Acusações de abuso e noites sem dormir: o tormento de Michael Jackson, segundo o amigo

O cantor americano Michael Jackson, na premiação World Music Awards, em Mônaco, em 2000 – Jean-Paul Pelissier/Reuters

Em meio ao turbilhão de acusações de abuso infantil na década de 1990, Michael Jackson vivia noites insones, atormentado por dúvidas sobre sua carreira e o futuro. Em entrevista ao The Sun, Dan Beck, ex-executivo da gravadora Epic Records, relata como o astro do pop o procurava frequentemente durante a madrugada, questionando escolhas artísticas e lidando com a pressão externa. Segundo Beck, as primeiras acusações afetaram profundamente a confiança de Michael, que, preocupado com sua imagem, ficava imerso em reflexões durante as noites.

Apesar da agitação emocional, Jackson manteve sua relação com Beck, a quem confiava seus medos e inseguranças. O ex-executivo relembra o esforço da gravadora para apoiar o artista em um momento difícil, incluindo a contratação de uma equipe para ajudá-lo a planejar seu álbum Dangerous, lançado em 1991. Na época, as dificuldades pessoais de Michael estavam em sintonia com o cenário profissional, onde ele enfrentava críticas implacáveis e batalhas judiciais.

O impacto das acusações, combinado com a pressão de sua vida pública, levou Jackson a se viciar em analgésicos, e ele passou por períodos de reabilitação. No livro de Beck, You’ve Got Michael: Living Through History, ele compartilha detalhes do lançamento do álbum History, em 1995, e oferece uma visão mais íntima de como o Rei do Pop lidou com sua luta interna enquanto tentava preservar sua carreira e legado.