Acusada de integrar Black Bloc pode pedir asilo
Acusada pela Polícia Civil do Rio de envolvimento com o grupo Black Bloc, , a universitária Maíra Cupolillo Alvarês, 22 anos, só voltará ao Brasil caso tenha a garantia de que não será presa, disse nesta terça-feira, 10, seu pai, o auditor da Receita Federal Ésio Alvarês.
A jovem, estudante de Produção Cultural na Universidade Federal Fluminense, viajou em 27 de agosto de férias para a Bolívia, e retornaria ao Brasil no próximo dia 17.
“Antes de decidir se minha filha volta ou não ao País, preciso ter acesso às acusações contra ela. A polícia não diz nada, alegando que a investigação é sigilosa. Maíra nega que tenha a senha para administrar a página do Black Bloc. Ela apenas postava comentários, a maioria de cunho feminista e sobre corrupção. Temo que ela seja presa ao depor, como ocorreu com os outros acusados. Se ficar comprovado que Maíra está sendo perseguida por suas posições políticas, como criticar esse Estado corrupto, vamos pedir refúgio em outro país”, afirmou Ésio Alvarês.
Segundo ele, a jovem já deixou a Bolívia e está em outro local da América do Sul. Ela estaria confinada num hotel, à base de calmantes.
