Acusado de tentativa de estupro, Feliciano “inspeciona” exposição após denúncia de apologia à pedofilia
Do Metrópoles:
O deputado Marco Feliciano (PSC-SP) esteve no Museu Nacional Honestino Guimarães, no DF, para, segundo o parlamentar, apurar denúncias de que o local abrigava exposição “com conteúdo semelhante a do Santander Cultural”.
Ao Metrópoles, o próprio parlamentar e o diretor do museu, Wagner Barja, confirmaram a visita. Feliciano contou que a ida ao local foi realizada após ele e outros parlamentares receberem denúncia sobre o conteúdo da exposição “Não Matarás”.
Estivemos no Museu Nacional. Fomos averiguar uma denúncia de que a exposição era semelhante a do Santander. Não fizemos nada além de observar e confirmar que a informação era falsa. Não havia apologia a crime nenhum“
Wagner Barja relatou que a visita ocorreu perto da hora do almoço. Feliciano e outros parlamentares foram recebidos por um mediador do museu e perguntaram se havia peças com conteúdo sexual na exposição. Ao receberem a negativa, o grupo teria ido embora. Eles ainda ouviram explicações sobre as obras em cartaz.
De acordo com Feliciano, as denúncias foram feitas por membros do grupo de oração do qual o pastor faz parte. As reuniões ocorrem sempre às quartas-feiras pela manhã.
Conteúdo político
Nas redes sociais, circulou a informação de que os deputados teriam pedido o fechamento da exposição por conta do conteúdo político. Feliciano, porém, negou a informação. “Pura fofoca. Notícias fakes”, alegou o parlamentar.
A exposição “Não Matarás – Em Tempos de Crise é Preciso Estar com os Artistas” traz obras críticas ao período da ditadura militar no Brasil. Wagner Barja, curador da mostra, convidou 42 artistas brasileiros que têm peças sobre o tema. Entre eles, estão Paul Setúbal e Christus Nóbrega.
