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Adolescente com autismo deixará hospital onde vive há quase um ano; saiba o motivo

Diretor do hospital caminha ao lado da adolescente em corredor da unidade
Adolescente caminha pelos corredores do hospital. Foto: Reprodução

A adolescente Isabela*, de 16 anos, diagnosticada com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e esquizofrenia, deve deixar no começo do próximo mês o Hospital Municipal do Jardim Ingá, em Luziânia (GO), onde vive há quase um ano. Ela será encaminhada para um abrigo no município, no Entorno do Distrito Federal, e continuará o tratamento no novo local.

Nos últimos meses, a jovem passou a frequentar três vezes por semana uma unidade de acolhimento também em Luziânia, em um processo gradual de reinserção em convívio social. O caso teve acompanhamento da Vara da Infância e da Juventude e do Conselho Tutelar. Segundo o Metrópoles, ainda não há confirmação sobre eventual adoção, e a tutela deve permanecer com o Estado de Goiás.

Isabela* chegou ao hospital em julho de 2025, depois da morte da avó, que cuidava dela em São Paulo. A mãe entregou a guarda da adolescente ao Conselho Tutelar de Luziânia. Antes da internação no Hospital Municipal do Jardim Ingá, ela passou por um abrigo, por Goiânia e pelo Centro de Atenção Psicossocial (Caps) do município, que não tinha estrutura adequada para mantê-la.

Um leito de enfermaria que normalmente recebe quatro pacientes foi adaptado para a adolescente. A equipe do hospital relata melhora no quadro da jovem ao longo dos meses. “Quando Isabela chegou ela cuspia e batia e tomava remédios muito fortes, mas hoje ela é outra pessoa. Ela abraça e passeia com a gente. A gente cuida dela com muito carinho”, disse o gestor do Hospital do Jardim Ingá. *Nome fictício para preservar a identidade da jovem, em respeito ao Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).