Advogado da família Matsunaga rejeita versão de que Elize agiu para sobreviver

Luiz Flávio Borges D’Urso, advogado que representou a família de Marcos Matsunaga na acusação contra Elize Matsunaga, rejeitou a interpretação de que ela matou o empresário para evitar ser assassinada. Em entrevista ao Metrópoles, o criminalista afirmou que essa leitura ganhou força com adaptações do caso, entre elas o filme Elize: Sombras de Uma Mulher, da Netflix.
“Não havia risco de vida para ela. Marcos nunca foi violento com ela. Pelo contrário. Isso foi dito por ela e pelas testemunhas”, declarou D’Urso. Elize recebeu condenação de 16 anos de prisão, em 2016, pelo assassinato, esquartejamento e ocultação do cadáver de Marcos, herdeiro e diretor executivo do grupo Yoki. O Tribunal do Júri de São Paulo reconheceu o homicídio duplamente qualificado e rejeitou a tese de legítima defesa apresentada pela defesa.
O advogado sustenta que Elize planejou o crime e cita a consulta sobre um possível divórcio, a contratação de detetives para registrar a traição do marido e a compra de uma serra elétrica antes do assassinato, em 19 de maio de 2012. Para D’Urso, a produção tem liberdade artística, mas altera pontos decisivos do caso: “O filme vale como uma obra de ficção, mas, no que diz respeito ao crime em si, comete erros gravíssimos”.
