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Aécio volta a defender obra, mas não responde se utilizou aeroporto

 

O candidato do PSDB à Presidência, Aécio Neves, voltou a defender nesta terça-feira, 22, a construção, pelo governo de Minas, de um aeroporto em terreno desapropriado de um parente seu no município de Cláudio, no interior do Estado, quando chefiava o Executivo estadual.

A campanha tucana convocou a imprensa, mas Aécio se recusou a responder a perguntas feitas pelos jornalistas que estavam no comitê central, em São Paulo. O candidato fez apenas uma declaração sobre a legalidade da obra, sem dizer se fez ou não uso do aeroporto, que fica a 6 quilômetros da fazenda de sua família.

Reportagem publicada no domingo pelo jornal Folha de S.Paulo revelou que o governo mineiro gastou quase R$ 14 milhões na construção do aeroporto de pequeno porte na área que pertenceu ao tio-avô de Aécio, Múcio Guimarães Tolentino, ex-prefeito de Cláudio. Conforme a reportagem, um dos filhos de Múcio, Fernando Tolentino, disse que o próprio Aécio, seu primo, usa a pista sempre que visita a cidade.

No rápido pronunciamento, Aécio acusou o PT de estar por trás da divulgação do caso. “A campanha começou como nossos adversários gostam: com mentiras e ataques à honra. Essa é uma praxe dos nossos adversários do PT”, afirmou.

O tucano apresentou dois pareceres assinados pelos ex-ministros do Supremo Tribunal Federal Carlos Ayres Britto e Carlos Velloso para defender que não houve ilegalidade na obra.

O parecer de Carlos Velloso foi enviado de Portugal e é datado de 22 de junho de 2014. A avaliação de Velloso, que ele classifica de “breve opinião legal”, é constituída por apenas quatro parágrafos. No parecer, ele afirma que o procedimento para a construção do aeroporto na cidade de Cláudio foi “correto”.

 

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