Alckmin processa Facebook e pede exclusão de postagem de filho de Bolsonaro

Do UOL:
O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), moveu uma ação contra o Facebook para retirar do ar um vídeo postado pelo perfil atribuído ao vereador Carlos Bolsonaro (PSC), do Rio de Janeiro. Na ação, Alckmin pede que o vídeo seja excluído da rede social e que o Facebook quebre o sigilo dos dados de quem fez a postagem.
A assessoria de imprensa do vereador Carlos Bolsonaro confirmou que o perfil responsável pela postagem é mesmo administrado pelo parlamentar (veja abaixo).
Na última sexta-feira (2), a Justiça Estadual de São Paulo negou, em caráter liminar, os pedidos de Alckmin. Os advogados do governador disseram que irão recorrer. Procurada pela reportagem, a assessoria de imprensa do Facebook informou que a companhia não foi notificada sobre a ação e que, por isso, não se pronunciaria sobre o caso.
O vídeo que Alckmin quer excluir foi postado no dia 25 de dezembro de 2017. No vídeo, Alckmin aparece celebrando a criação do secretariado de diversidade tucana, uma instância dentro do PSDB voltada para a discussão de políticas públicas voltadas para a comunidade LGBT. O vídeo foi editado e mescla momentos em que Alckmin aparece discursando com fotos de manifestações promovidas por integrantes da comunidade LGBT.
Junto ao vídeo, o perfil critica Alckmin. “Como se não bastasse estar metido na Lava-Jato e tantos outros escândalos de corrupção, mais esta do candidato que querem induzi-lo (sic) a acreditar que é de “centro-direita”, mas em conluio com a militância que você já conhece. Este que a mídia diz que ganhará as eleições de 2018″, diz a postagem
Para o advogado Fábio de Oliveira, que defende Alckmin, o vídeo tinha o intuito de ofender e ridicularizar o governador. “O objetivo claro deste vídeo era o de denegrir, ofender e ridicularizar o governador Alckmin. Por isso pedimos a exclusão do vídeo”, afirmou.
Além de pedir a exclusão do vídeo e a quebra do sigilo dos dados cadastrais do responsável pela postagem, a defesa de Alckmin pediu que o Facebook pagasse uma multa diária de pelo menos R$ 3.000.
