Estudos derrubam mito de que bebida moderada protege o cérebro

Estudos recentes contestam a ideia de que uma taça diária de vinho ou outro consumo moderado de álcool protegeria o cérebro contra a demência. Pesquisas observacionais associaram o hábito a menor risco da doença, mas cientistas avaliam que essa relação pode refletir melhores condições de saúde, renda e escolaridade entre quem bebe pouco, e não um efeito benéfico da bebida. Com informações de Folha de S.Paulo.
O consumo crônico e excessivo de álcool pode provocar estresse oxidativo e inflamação no cérebro, além de elevar os riscos de hipertensão e AVC. Danos aos vasos sanguíneos contribuem para a demência vascular. Em casos graves de transtorno por consumo de álcool, a deficiência de tiamina, a vitamina B1, pode causar a síndrome de Wernicke-Korsakoff.
Pesquisas britânicas também identificaram associação entre maior ingestão de álcool, menor volume cerebral e pior desempenho cognitivo. Um estudo de 2022 observou que pessoas que consumiam, em média, oito doses semanais tinham volume cerebral ligeiramente menor que as que tomavam quatro doses; outra análise relacionou quatro doses por semana a maior declínio das habilidades de linguagem ao longo de 30 anos, em comparação com a abstinência.
