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Alemanha identifica suspeito de incêndio antissemita que matou sete sobreviventes do Holocausto

Edifício em Munique
Edifício em Munique após incêndio. Foto: Reprodução

Autoridades de Munique afirmaram ter identificado o principal suspeito pelo incêndio criminoso que matou sete pessoas em um asilo judaico da cidade em 13 de fevereiro de 1970. As vítimas eram cinco homens e duas mulheres, sobreviventes do Holocausto, com idades entre 59 e 71 anos. Outras 15 pessoas ficaram feridas, quatro em estado grave.

A investigação aponta um alemão de 25 anos, ligado a grupos de extrema direita e conhecido por posições antissemitas. Ele morreu em 2020, o que impede um processo criminal ou julgamento na Alemanha. Os investigadores mantêm a presunção de inocência, já que a Justiça não poderá definir formalmente a responsabilidade pelo crime.

O caso voltou a ser investigado em abril de 2025, após uma testemunha apresentar novas informações à polícia. Promotores revisaram documentos e ouviram pessoas ligadas ao suspeito, que teria feito comentários antissemitas e dito que pretendia incendiar o local na noite do ataque. A apuração não encontrou elementos suficientes para indicar outros envolvidos, mas poderá ser retomada caso surjam novos dados.