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Aliado de Marina diz que ela “falha como operadora” e tem “características dos líderes populistas”

 

Segundo o deputado Alfredo Sirkis (PV-RJ), aliado de Marina Silva, ela tem “limitações como todos”, “às vezes falha como operadora política” e “reage mal a críticas e opiniões fortes discordantes”. Sirkis publicou as críticas em seu blog, no que chamou de “sincericídio”.

As críticas surgem um dia após o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) rejeitar o pedido de registro da Rede Sustentabilidade, partido que a ex-senadora tentava viabilizar para se candidatar ao Planalto em 2014.

Ontem, depois do julgamento, Sirkis foi um dos 20 companheiros que se reuniram durante a madrugada com Marina que precisa confirmar até amanhã se estará filiada a um partido político para disputar as próximas eleições.

Segundo relatos, o deputado e Marina protagonizaram um bate-boca. Ele reclamou que Marina estava pensando apenas nela, esquecendo dos companheiros, em especial daqueles com mandatos.

“[Marina] Possui, no entanto, limitações, como todos nós. Às vezes falha com operadora política comete equívocos de avaliação estratégica e tática, cultiva um processo decisório ad hoc e caótico e acaba só conseguindo trabalhar direito com seus incondicionais. Reage mal a críticas e opiniões fortes discordantes e não estabelece alianças estratégicas com seus pares. Tem certas características dos líderes populistas embora deles se distinga por uma generosidade e uma pureza d’alma que em geral eles não têm”, disparou.

Ele, no entanto, ressaltou qualidades pessoais da ex-senadora. “Marina é uma extraordinária líder popular, profundamente dedicada a uma causa da qual compartilhamos e certamente a pessoa no país que melhor projeta o discurso da sustentabilidade, da ética e da justiça socioambiental”, afirmou.

Para o deputado, o grupo de Marina “deu mole” ao não perceber que não teria condições para se viabilizar para 2014. Ele ainda alfinetou Marina abordando questões religiosas, sendo que ela é evangélica.

“Para mim não foi surpresa alguma, nunca foi uma questão de fé –Deus não joga nesta liga– mas de lucidez e conhecimento baseado na experiência pregressa. Eu tinha certeza absoluta que se não tivéssemos uma a uma as assinaturas certificadas, carimbadas, validadas pela repartição cartórios de zonas eleitorais íamos levar bomba”.

O congressista criticou o fato de ela ter saído do PV após conquistar quase 20 milhões de votos em 2010. “Não tenho mais idade nem paciência para fazer parte de séquitos incondicionais e discordei bastante de diversos movimentos que foram operados desde 2010. A saída do PV foi precipitada por uma tragédia de erros de parte a parte. Agora, ironicamente, ficamos a mercê de algum outro partido, possivelmente ainda pior do que o PV”.

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FOLHA

BLOG DO SIRKIS