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Alienígenas? Os animais gigantes que passam mais de cinco anos sem comer no fundo do mar

Isópode gigante de águas profundas coletado no oceano na China
Isópode gigante de águas profundas coletado no oceano na China. Foto: Reprodução

Isópodes gigantes que vivem no fundo do oceano podem passar mais de cinco anos sem se alimentar, segundo estudo publicado em agosto na revista Cell. A resistência dos crustáceos resulta de adaptações anatômicas e genéticas que reduzem o gasto energético em águas frias, escuras e com alimento escasso.

Os animais têm corpo achatado, exoesqueleto rígido e 14 patas, podendo alcançar entre 28 e 50 centímetros. A pesquisa analisou as espécies Bathynomus jamesi, encontrada a cerca de 900 metros no Mar da China Meridional, e Bathynomus doederleini, localizada a aproximadamente 300 metros no Mar da China Oriental. Nos exemplares de maior profundidade, o estômago pode ocupar cerca de dois terços da cavidade corporal e funciona como reserva para longos períodos de escassez.

Pesquisadores também identificaram o gene ND1, que os ancestrais desses isópodes teriam adquirido de uma bactéria há mais de 16 milhões de anos. Em testes com peixes-zebra, vermes nematóides e células humanas, o gene reduziu o metabolismo em baixas temperaturas; peixes-zebra que receberam o ND1 e ficaram sem alimento a 18 °C sobreviveram 37% mais tempo que os demais.