Alimentação influencia o sono; veja o que ajuda e o que atrapalha

Estudos recentes apontam uma relação entre alimentação, microbiota intestinal e qualidade do sono. Um artigo publicado em julho no Journal of Internal Medicine associou maior diversidade da microbiota a um descanso melhor e indicou redução de 13,9% nos sintomas de insônia crônica após um mês de uso contínuo de cápsulas com bactérias benéficas.
A neurofisiologista Letícia Azevedo Soster, do Einstein Hospital Israelita, afirma que alimentação e sono formam uma relação de mão dupla. “A alimentação e o sono se influenciam mutuamente”, resume. Segundo ela, noites mal dormidas podem levar ao consumo de alimentos mais calóricos e carboidratos de rápida absorção no dia seguinte.
Especialistas recomendam jantar cedo e manter ao menos duas horas entre a última refeição e a hora de deitar. Carnes vermelhas e pratos gordurosos exigem digestão mais lenta, enquanto café, energéticos e refrigerantes com cafeína podem dificultar o início do sono. O álcool também causa uma falsa sensação de relaxamento e pode provocar microdespertares. Leite e derivados, oleaginosas e sementes são fontes de triptofano, mas nenhum alimento resolve a insônia isoladamente: o resultado depende de uma rotina alimentar equilibrada e de bons hábitos de sono.
