Alimentos fermentados viram tendência; veja cuidados

O interesse por alimentos fermentados cresceu junto com a busca por saúde intestinal, a popularização do consumo de fibras e a atenção ao aumento do câncer colorretal entre adultos jovens. Nos Estados Unidos, as diretrizes alimentares mais recentes do governo federal passaram a incentivar o consumo desses itens, que incluem iogurte, kimchi, chucrute, kefir, tempeh e preparos tradicionais como idli e dosa.
A fermentação usa microrganismos naturais, como bactérias e leveduras, para transformar e conservar alimentos. Especialistas afirmam que o processo pode ajudar o intestino de duas formas: pela pré-digestão de compostos presentes nos alimentos e pela presença de bactérias que competem com microrganismos menos benéficos. A gastroenterologista Lisa Ganjhu, da NYU Langone Health, resume o avanço das pesquisas: “Estamos fazendo isso há séculos e só descobrimos mais recentemente que isso realmente ajuda a saúde do nosso intestino”.
Nem todo alimento fermentado, porém, funciona como probiótico. Ganjhu lembra que cerveja e vinho também passam por fermentação, mas não trazem os mesmos benefícios. Especialistas recomendam priorizar alimentos fermentados inteiros e observar rótulos com “culturas vivas”, em vez de confiar apenas em produtos processados que usam a promessa de serem “bons para o intestino”. Itens com excesso de açúcar podem favorecer bactérias indesejadas.
Os alimentos fermentados costumam ser seguros para a maioria das pessoas, mas quem tem sistema imunológico enfraquecido ou doença intestinal irritável deve conversar com um médico antes de incluí-los na dieta. Também podem ocorrer gases, inchaço e desconforto no início. A orientação dos especialistas é variar os tipos, consumir com regularidade e manter uma alimentação equilibrada, com fibras prebióticas e água, para alimentar as bactérias benéficas.
