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Alta do dólar e baixa vendas fizeram com que 8 marcas de carros abandonassem o país

Da Exame:

A instabilidade da economia brasileira não inspira muita confiança nas empresas que desejam ingressar no país.

Mesmo amargando prejuízos significativos, várias importadoras de veículos seguem apostando na recuperação do mercado interno nos próximos anos.

Se sonhar não custa nada, a maioria das fabricantes deseja voltar ao mesmo patamar pré-2014, quando a indústria vivia com motivos de sobra para sorrir.

Enquanto isso não acontece, separamos abaixo oito exemplos de montadoras que, por um motivo ou outro, decidiram abandonar o mercado brasileiro – algumas, inclusive, sequer tiveram tempo de se aclimatar às peculiaridades do nosso país.

1 – Mazda
Atualmente controlada pela Ford, a marca japonesa ensaiou uma volta ao pais em 2012, focada na importação de SUVs e noticiada em diversas publicações. Mas a crise que se instaurou no país aparentemente desestimulou os planos.

2 – Geely Motors
O sonho virou pesadelo em pouco tempo. Apesar do preço atraente (abaixo da média dos rivais, como é de praxe entre as marcas chinesas) e do design correto, a Geely não emplacou. Apenas 1.019 unidades dos dois modelos vendidos pela marca no Brasil (o compacto GC2 e o sedã EC7) foram emplacadas até 2016. No último ano de operação, somente 182 veículos foram vendidos – abaixo até do volume no ano de estreia da Geely.

3 – Mahindra
Some à falta de bons resultados o aumento nas alíquotas de importação e a alta do dólar e não será difícil entender porque a Mahindra decidiu deixar o país em 2015. Nos sete anos em que esteve entre nós, a marca vendeu dois modelos veteranos: a Pik-Up (assim mesmo, sem o “c” da palavra “pick-up”) e o SUV (anteriormente conhecido como Scorpio).

4 – Brilliance
O Salão de 2010 foi dominado pela China: nada menos do que nove empresas do país participaram do evento. Uma delas era a Brilliance. Na época representada pela CN Auto, a marca (mais famosa por produzir os veículos BMW no mercado chinês) exibiu o hatch FRV Cross e o sedã FSV.

5 – Haima
…(…)a Haima voltou pretensiosa ao Salão de 2012. Confirmou a venda de três modelos (o hatch Haima2, o sedã Haima3 e o utilitário esportivo Haima7) e anunciou a importação de um lote inicial de 2 mil unidades até o fim daquele ano.

Representada pelo grupo Districar, a Haima pretendia produzir carros localmente em uma fábrica erguida em Linhares (ES), juntamente com modelos de Ssangyong e Changan – outras marcas comandadas pela Districar. Seriam investidos US$ 300 milhões na construção do complexo industrial, que teria capacidade produtiva anual estimada em até 10 mil unidades, gerando 1,1 mil empregos diretos e outros 3,5 mil empregos indiretos.

(…)

Nenhuma das previsões se concretizou.

6 – Daewoo
A Daewoo Motor sucumbiu à crise asiática de 1999 e foi adquirida pela GM dois anos depois, que a transformou em GM Korea a partir de 2011.

7 – Daihatsu
Mesmo exótico, o Terios fez relativo sucesso no Brasil, antecipando o boom dos jipinhos citadinos. Mas quis o destino que a Daihatsu também fosse prejudicada pela crise na economia asiática, que, juntamente com a valorização do dólar, determinou a despedida da marca do Brasil em 1999.

8 –