Aluna rejeitada por não ser considerada parda passa em universidade pública

Em 2025, a baiana Samille Ornellas, de 31 anos, viveu uma virada inesperada. Após perder a vaga em Medicina na Universidade Federal Fluminense (UFF) por ter sido considerada inapta para cotas raciais, ela conseguiu se matricular no curso da Universidade Federal do Oeste da Bahia (UFOB).
“A universidade não teve abertura para diálogo, e o processo segue na Justiça. Mas Deus fez tudo certinho: fui aprovada na UFOB”, contou. A nova oportunidade veio após meses de sofrimento e batalhas judiciais, além de ter sido vítima de um golpe de R$ 5,5 mil de falsos advogados.
Antes da reviravolta, Samille havia enfrentado depressão, estresse pós-traumático e crises de ansiedade após a exclusão da UFF. Ela diz que voltou a estudar para o Enem e manteve a fé, pedindo apenas para “Deus tirá-la do lugar onde estava”.
A aprovação na UFOB veio na 9ª chamada, e, desta vez, ela passou sem dificuldades pela banca de heteroidentificação. “Quando ouço a palavra ‘banca’, ainda tenho crise de ansiedade. Mas agora é questão de tempo para superar tudo isso”, afirmou.
