Alvo da PF se gaba e dá risada ao falar sobre ganhos de até R$ 1 milhão por mês em esquema do PCC

Mensagens interceptadas pela Polícia Federal (PF) expõem a ostentação de suspeitos ligados ao PCC em um esquema bilionário de lavagem de dinheiro. Em 2019, Thiago Ramos escreveu: “Temos q descansar pra estar bem pra colocando tudo pra andar… não é fácil ganhar 1 k por mês kkkkkk”. Rafael Gineste, também apontado como operador do grupo, respondeu: “Eu já estou até fazendo parcela em cima do dinheiro”. Ambos foram presos na Operação Tank, acusados de fraudes fiscais, adulteração de combustível e movimentação ilícita de recursos para a facção.
Relatórios da PF mostram que, em 2020, os investigados compraram postos de combustíveis e empresas em nome de laranjas e até de pessoas mortas. Em uma das conversas, Gineste alertou: “Já pensou se os vagabundo de SP descobrem q aqui é fácil assim”, recebendo a resposta de Ramos: “Os daqui mesmo se descobre q está mole assim. Tamo fudido kkkk”. As mensagens ainda revelam o pagamento de propinas a policiais para evitar fiscalizações, incluindo repasses de até R$ 1.500 para garantir a reabertura de postos.
A investigação aponta que fintechs eram usadas para dificultar o rastreamento da origem do dinheiro. A BK Instituição de Pagamento movimentou R$ 46 bilhões em cinco anos, enviando valores a fundos que compravam fazendas, empresas e bens de luxo. Segundo a Receita Federal, ao menos 40 fundos, com patrimônio de R$ 30 bilhões, estavam sob controle do PCC. A PF também identificou adulterações em combustíveis, chegando a 90% de metanol no etanol, e cumpriu mandados de busca na Avenida Faria Lima, em São Paulo, revelando o alcance do esquema.
