Alzheimer e música: estudo mede a reação do cérebro a canções favoritas

Canções favoritas provocam respostas cerebrais mais intensas em pessoas com demência do que músicas neutras, inclusive entre pacientes com Alzheimer e demência frontotemporal. A conclusão é de pesquisadores do Centro de Alzheimer de Amsterdã e do Instituto de Neurociências dos Países Baixos, em estudo publicado na revista Brain Communications.
O experimento reuniu 60 voluntários: 13 pessoas com demência frontotemporal, 22 com Alzheimer e 25 participantes saudáveis. Cada um escolheu músicas com significado pessoal, enquanto os cientistas mediam a atividade cerebral por ressonância magnética e comparavam os resultados com a reação a canções neutras.
Os pesquisadores criaram um protocolo que alternava rapidamente a captação das imagens e a reprodução das músicas, devido ao barulho do aparelho. Entre os pacientes com demência frontotemporal, houve menor atividade na área motora suplementar, ligada aos movimentos e a aspectos do processamento musical; nos participantes com Alzheimer, a resposta se aproximou mais da observada no grupo saudável. Os resultados podem ajudar a compreender o papel da musicoterapia no cuidado a pessoas com demência.
