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Alzheimer em mulheres pode começar antes da velhice, apontam pesquisas

Ilustração de cérebro associada ao Alzheimer
Ilustração de cérebro associada ao Alzheimer. Foto: Reprodução

Pesquisas sobre a saúde cognitiva feminina indicam que o Alzheimer pode começar a se desenvolver em mulheres antes da velhice, por volta dos 50 anos ou até a partir dos 45, de forma silenciosa. A neurocientista italiana Lisa Mosconi passou a estudar o tema após casos da doença em sua própria família e lidera, em uma universidade dos Estados Unidos, um estudo de três anos sobre o cérebro feminino.

De acordo com Mosconi, duas em cada três pessoas com Alzheimer são mulheres, diferença que não se explica apenas pela maior expectativa de vida feminina. A pesquisadora aponta que oscilações hormonais da perimenopausa e da menopausa podem influenciar esse risco, já que o estrogênio participa de funções como energia cerebral, fluxo de sangue, ação antioxidante e anti-inflamatória e funcionamento dos neurônios. “O cérebro passa a perder um hormônio importante”, afirma.

Lisa Mosconi diz que o Alzheimer não deve ser entendido apenas como doença da velhice: “Ele começa na metade da vida”. O neurocientista brasileiro Mychael Lourenço afirma que exames de sangue já aprovados nos Estados Unidos conseguem identificar marcadores precoces da doença e podem chegar ao Brasil nos próximos anos, mas ressalta que o sinal de alerta é a perda de memória que interfere na rotina e piora progressivamente. Entre as medidas para reduzir riscos, Mosconi cita atividade física, alimentação saudável, sono de qualidade, controle do estresse, menos ultraprocessados, evitar cigarro, reduzir álcool e reposição hormonal para mulheres sem contraindicações.