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Esquecimento comum ou Alzheimer? Saiba quais sinais exigem atenção

Cena de reportagem sobre Alzheimer e saúde cerebral
Imagem ilustrativa. Foto: Reprodução

Esquecimentos ocasionais, como não lembrar onde deixou as chaves ou demorar alguns segundos para recordar um nome, podem fazer parte da rotina. O sinal de alerta aparece quando as falhas de memória passam a comprometer atividades do dia a dia, pioram ao longo dos meses e deixam de ser recuperadas pouco tempo depois. “É importante diferenciar um esquecimento temporário, que pode ser recuperado depois, de um quadro neurodegenerativo. O principal sinal de alerta é perceber se isso está interferindo demais na vida diária e se vem piorando ao longo dos meses”, afirma um neurocientista ouvido sobre o tema.

Especialistas orientam observar dificuldades para realizar tarefas antes simples, repetição de esquecimentos importantes, problemas para reconhecer pessoas próximas, perda de autonomia, dificuldade para encontrar palavras ou manter uma conversa e agravamento gradual dos sintomas. No Alzheimer, os danos cerebrais começam muitos anos antes dos sinais mais evidentes, o que levou pesquisadores a tratar a doença também como um processo que pode se iniciar na meia-idade.

Nas mulheres, alterações cerebrais relacionadas ao Alzheimer podem surgir por volta dos 50 anos — ou até aos 45 — durante a transição para a menopausa. Pesquisas indicam que cerca de duas em cada três pessoas com Alzheimer são mulheres, diferença que não se explica apenas pela maior expectativa de vida feminina. A queda do estrogênio, hormônio ligado ao fornecimento de energia ao cérebro, ao fluxo sanguíneo, à redução de inflamações e ao funcionamento dos neurônios, está entre os fatores investigados.

A doença ainda não tem cura, mas médicos apontam medidas que podem reduzir riscos e preservar a saúde cerebral, como atividade física regular, alimentação equilibrada, menor consumo de açúcar e ultraprocessados, controle do estresse, sono adequado, não fumar e redução do álcool. Para mulheres sem contraindicações, a reposição hormonal na menopausa pode entrar na avaliação médica. Exames de sangue capazes de identificar alterações ligadas ao Alzheimer antes dos sintomas já têm aprovação nos Estados Unidos, e a expectativa é que cheguem ao Brasil nos próximos anos.