Amado Batista é condenado a pagar R$ 453 mil e pensão aos pais de criança morta em sua fazenda

A Justiça condenou o cantor Amado Batista a pagar R$ 453 mil por danos morais aos pais de um menino de 3 anos que morreu afogado em uma piscina de uma fazenda do artista, em Goianápolis, na Região Metropolitana de Goiânia. O juiz Leonardo de Camargos Martins, da Vara Cível da comarca, assinou a decisão, que saiu em 15 de junho. A defesa do cantor informou que vai recorrer.
A sentença também determinou o pagamento de pensão mensal aos pais. O valor corresponderá a dois terços de 70% do salário mínimo vigente e começará a contar quando a criança completaria 14 anos, seguindo até a data em que ela faria 25 anos. Depois disso, a pensão cairá para um terço de 70% do salário mínimo e continuará até a idade correspondente à expectativa de vida da vítima, conforme tabela do IBGE, ou até a morte dos beneficiários.
Ao analisar o caso, o magistrado apontou culpa concorrente. Ele atribuiu 70% da responsabilidade a Amado Batista e 30% aos pais da criança. Segundo a decisão, os pais tinham dever de vigilância, mas o proprietário da fazenda também respondia pelas condições de segurança do local onde a família morava e trabalhava. O juiz considerou que uma piscina sem barreira física de proteção, em área acessível, criava risco previsível para crianças pequenas.
De acordo com o processo, os pais passaram a trabalhar como caseiros na fazenda em abril de 2022 e moravam no local com dois filhos. O menino morreu em maio daquele ano. A família alegou que a piscina não tinha proteção, que havia pedido providências e que o socorro ocorreu de forma inadequada. A defesa do cantor contestou as alegações, afirmou que a própria sentença reconheceu culpa concorrente dos pais, sustentou que não houve comprovação de pedido prévio para instalar proteção e alegou cerceamento de defesa pelo indeferimento de uma perícia técnica.
