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‘Ameba comedora de cérebro’ mata dois no Brasil após surto na Índia

Ameba em visualização microscópica
Ameba em visualização microscópica. Foto: Reprodução

A infecção rara e altamente letal causada pela Naegleria fowleri, microrganismo conhecido como “ameba comedora de cérebro”, colocou autoridades de saúde e pesquisadores em alerta após o avanço global da doença e a confirmação de duas vítimas no Brasil. O aquecimento das águas e as mudanças climáticas têm favorecido a detecção do patógeno em regiões onde quase não havia registros; em 2025, a Índia registrou o maior surto já documentado.

A ameba vive principalmente em água doce aquecida, como rios, lagos, fontes termais e piscinas sem manutenção química adequada. A contaminação não ocorre pela ingestão: o risco aparece quando a água contaminada entra pelas narinas, caminho que permite ao microrganismo alcançar o sistema nervoso central e provocar uma inflamação cerebral severa.

Os sintomas iniciais costumam incluir dor de cabeça intensa, febre, náuseas e vômitos, com evolução rápida para confusão mental, convulsões e, na maioria dos casos, morte. Especialistas apontam que diagnóstico precoce e tratamento imediato aumentam as chances de recuperação, mas reforçam que a prevenção segue como principal medida: evitar mergulhos em águas doces quentes e nunca usar água não tratada da torneira em lavagens nasais, que devem utilizar solução estéril, água destilada ou água previamente fervida e resfriada.