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Animais sobreviventes do Permiano suportaram melhor aquecimento global; entenda

Fóssil de crinoide, um invertebrado marinho afetado pela extinção do período Permiano – Foto: Creative Commons

Grupos de animais que predominam nos oceanos hoje, como moluscos e peixes, sobreviveram melhor à maior extinção em massa da história da Terra, há 250 milhões de anos, porque suportaram o aquecimento e a redução de oxigênio nas águas marinhas, afirma um estudo publicado na revista científica “PNAS”. Espécies que dominavam antes, como crinoides e braquiópodes, tornaram-se raras após o evento. Com informações da Folha.

Coordenado por Andres Marquez e Erik Sperling, da Universidade Stanford (EUA), o estudo combinou experimentos de laboratório, mapeamentos da diversidade marinha atual e dados fósseis da fauna do Permiano. Os pesquisadores constataram que a fauna moderna, com sistemas circulatórios mais desenvolvidos, conseguiu lidar melhor com o aumento do metabolismo e a falta de oxigênio, garantindo a sobrevivência.

A extinção do fim do Permiano é considerada mais severa que a do fim da Era dos Dinossauros. Nos oceanos, cerca de 80% das espécies desapareceram, enquanto na terra firme a mortandade chegou a 70%. As erupções vulcânicas na Sibéria liberaram grandes volumes de dióxido de carbono e outros gases, provocando aquecimento global, acidificação e baixa oxigenação, fatores que desafiaram a sobrevivência de muitos grupos animais.