Anitta desacelera carreira internacional: “Feliz mesmo eu sou no Brasil”

Anitta disse que decidiu desacelerar a carreira internacional depois de perceber que a rotina entre os Estados Unidos e o Brasil cobrava um preço alto de sua saúde mental. Durante o lançamento de “Equilibrium 2”, a cantora afirmou que a mudança não partiu de uma estratégia musical, mas de uma necessidade pessoal. “Feliz mesmo eu sou no Brasil”, declarou. “Eu posso ter desejos profissionais internacionalmente, mas felicidade mesmo me traz morar no meu país. Para manter as duas carreiras eu abdicava muito do meu tempo de vida, do meu tempo para mim.”
A artista contou que a percepção ficou mais clara durante as gravações de um filme, quando voltou a trabalhar todos os dias, de segunda a sábado, em uma rotina parecida com a que mantinha no auge da agenda internacional. Ela afirmou que desistiu, por enquanto, de lançar uma continuação internacional do projeto e que só retomaria uma carreira desse tamanho com planejamento para preservar a qualidade de vida. Anitta também relacionou a experiência ao apoio ao fim da escala 6×1: “As pessoas precisam ter tempo para elas. É desumano trabalhar tanto.”
“Equilibrium 2” nasce desse processo de transformação pessoal e reúne referências à música brasileira em diferentes ritmos. Anitta cita a releitura de “Você Gostar de Mim”, eternizada por Carmen Miranda, como uma das faixas mais pessoais do álbum, e diz que incluir um forró era importante para honrar parte de sua história familiar. O disco tem participações de Maria Bethânia, Alceu Valença, Letícia Fialho, Cabruêra, MC Tati e Grupo Ofá, escolhidos conforme as músicas avançavam no processo de criação.
A cantora disse que a participação de Maria Bethânia foi a que mais a emocionou. “Quando ela aceitou, eu demorei até para acreditar. Ela sempre foi uma referência enorme na minha vida, não necessariamente no meu trabalho, mas como artista e como pessoa.” Anitta também prepara adaptações do projeto audiovisual para a próxima turnê, mas afirma que produções desse porte dificilmente se tornarão frequentes por causa do alto investimento e do retorno incerto no mercado.
