Ansiedade eleitoral pode causar insônia, tensão e até dor no peito

A espera pelo segundo turno pode provocar angústia, irritação, insônia e dificuldade de concentração. A psicóloga Anna Lucia Spear King, doutora em Saúde Mental e fundadora do Instituto Delete, da UFRJ, classifica o quadro como ansiedade antecipatória, ligada à incerteza e à falta de controle sobre um evento futuro.
Quem imagina cenários negativos, como a derrota de seu candidato, pode desencadear uma resposta de estresse no organismo. O endocrinologista Ricardo Oliveira explica que há aumento de cortisol, adrenalina e noradrenalina, ativando a reação de luta ou fuga. Entre os possíveis sintomas estão batimentos acelerados, falta de ar, tensão muscular, dor de cabeça, fadiga, suor excessivo, dor de estômago e diarreia.
Especialistas recomendam exercício físico, meditação, respiração e atividades como leitura e trabalho para aliviar a tensão, além de evitar café, energéticos, álcool e cigarro. Durante a apuração, a emoção pode elevar a pressão e os batimentos cardíacos; pessoas com dor no peito por mais de três minutos, acompanhada de falta de ar, desmaio, suor ou náusea, devem procurar atendimento de emergência.
