Antes de chegar às farmácias, clínicas já vendem o Mounjaro de forma irregular

Mesmo antes de chegar oficialmente às farmácias brasileiras, o medicamento Mounjaro já está sendo vendido de forma irregular por clínicas de estética em São Luís (MA) e Teresina (PI). O remédio, indicado para diabetes tipo 2 e procurado para emagrecimento, é vendido sem receita médica em doses fracionadas com agendamentos feitos pelas redes sociais e WhatsApp. A previsão é que o produto só esteja disponível legalmente a partir da segunda quinzena de maio.
Os estabelecimentos oferecem consultas com profissionais não habilitados, como uma biomédica e a própria dona da clínica, além de brindes como a bioimpedância – exame que avalia a composição corporal medindo músculos, gordura, água e outros elementos do corpo. Em um dos casos, a responsável afirmou que testou o medicamento em si antes de comercializá-lo. Já na outra clínica, a caneta é enviada por delivery, extraída com seringa e transportada em isopor com gelo.
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) reforça que o Mounjaro só pode ser vendido em farmácias, com receita médica e sem fracionamento. A fabricante Eli Lilly alerta para o risco de falsificação e efeitos colaterais graves. Médicos endocrinologistas também criticam o uso recreativo do remédio, que exige ajuste gradual e acompanhamento especializado.
Apesar da proibição, o contrabando do medicamento aumentou em 2025. Segundo a Receita Federal, o valor das canetas apreendidas neste ano já supera o total de 2024. A partir de julho, a Anvisa exigirá retenção da receita para a compra do Mounjaro e de outras canetas emagrecedoras, como forma de conter o uso indiscriminado e os riscos à saúde.
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