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Anúncio antecipado de reajuste da tarifa do transporte irrita Alckmin

Do Estadão:

A divulgação antes do previsto da alta de R$ 3,80 para R$ 4 nas tarifas do ônibus, metrô e trem em 2018 irritou o Palácio dos Bandeirantes e voltou a provocar atritos entre as equipes do governador Geraldo Alckmin (PSDB) e do seu afilhado político, o prefeito João Doria. Com o prefeito e o vice, Bruno Covas, também do PSDB, viajando de férias, coube a Alckmin, e apenas a ele, ser questionado, ontem, sobre o reajuste de 5,26% nas passagens para 2018.

Nesta quinta-feira, 28, pela manhã, o governador chegou até a negar que já houvesse algo definido. “Essa decisão ainda não foi tomada. Será tomada por EMTU, Metrô, CPTM e Prefeitura de São Paulo. Eles ainda estão terminando os números, vamos aguardar um pouco”, disse Alckmin, durante agenda em Sorocaba. Em seguida, afirmou que o reajuste, “quando ocorrer”, seria menor que do que a inflação dos últimos dois anos – período em que a tarifa unitária ficou congelada.

A viagem de Doria e Covas ainda fez com que, na ausência dos dois, coubesse ao presidente da Câmara Municipal da capital, Milton Leite (DEM), prefeito em exercício, aprovar o envio do ofício que informa ao Legislativo os valores da nova planilha tarifária. Para evitar tantas trocas de papéis, o Palácio dos Bandeirantes chegou a cogitar adiar o anúncio, mas o vazamento da informação anteontem para o portal G1, fez com que a ideia fosse descartada. Com a notícia publicada, Alckmin teve de tratar do assunto com Milton Leite e ambos decidiram então soltar notas oficiais.