Anvisa libera remédio experimental que Lito Sousa será o primeiro a testar; entenda

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou nesta sexta-feira (4) a importação excepcional do medicamento experimental ALN-6457 para o influenciador Lito Sousa, diagnosticado com doença de Creutzfeldt-Jakob (DCJ). A farmacêutica americana Regeneron Pharmaceuticals desenvolve a substância, que ainda não passou por testes formais em humanos para tratar a doença priônica.
O Hospital Israelita Albert Einstein, que acompanha Lito, apresentou o pedido depois que ele entrou em um programa de uso compassivo, destinado a pacientes sem alternativas terapêuticas. Sem registro comercial nem representante legal no Brasil, o produto precisou da liberação excepcional da Anvisa. O órgão considerou a evolução rápida e irreversível da doença e a falta de responsável pela substância no país; ainda não há detalhes sobre a aplicação do tratamento.
A DCJ decorre da alteração anormal de proteínas chamadas príons, que se acumulam no cérebro e destroem progressivamente os neurônios. O Ministério da Saúde registrou 547 casos confirmados no Brasil entre 2005 e 2021. A literatura adotada pelo órgão aponta que cerca de 90% dos pacientes morrem entre seis meses e um ano após o início dos sintomas, com sobrevida média de cerca de cinco meses.
