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Ao afirmar que suas viagens não geram custos para a cidade, Doria omite despesas de sua comitiva

Da Folha:

Sua assessoria observou que, “quando fala em não gerar custos para o município, Doria se refere às passagens, hospedagens e diárias de alimentação a que teria direito”.

O secretário de Relações Internacionais, Julio Serson, recebeu um total de R$ 9.200 em diárias, sendo R$ 5.100 pela semana que passou em Dubai e Doha ao lado do prefeito, em fevereiro. Em abril, nos dois dias em que acompanhou Doria em Lisboa, Serson usou R$ 1.036.

No mesmo mês, a passagem de seis dias pela Coreia do Sul do secretário representou R$ 3.062 para a prefeitura. A de Sergio Avelleda (Transportes), R$ 6.171.

As despesas estão no Sistema de Orçamento e Finanças da cidade e foram informadas à Folha pela liderança do PT na Câmara Municipal.

Wilson Poit, secretário de Desestatização, obteve R$ 3.465 da prefeitura nos três dias que passou ao lado de Doria em Nova York.

Daniel Annemberg (Inovação) recebeu R$ 3.134,54 para gastos descritos como de alimentação pelos nove dias na China com o prefeito.

Além dos secretários, PMs designados para fazer a segurança do prefeito receberam verbas no total de R$ 66 mil, sem prejuízo de seus salários. Metade do valor foi devolvida, segundo a gestão Doria.

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Segundo a administração municipal, Doria se refere às próprias despesas quando diz que não onera os cofres públicos com as suas viagens.

O tucano dispensa diárias, passagens e hospedagem, mas leva secretários na comitiva e é obrigado a ser acompanhado por policiais.

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