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Ao menos nove ministros devem deixar os cargos para disputar eleições

 

Pelo menos nove dos 39 ministros devem deixar os cargos para disputar uma vaga em seus estados.

Segundo determina a legislação eleitoral, ministros que queiram disputar uma vaga de governador, deputado ou senador precisam se “desincompatibilizar” do cargo até o início de abril, seis meses antes da data do pleito, que este ano será em 5 de outubro.

O objetivo, de acordo com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), é dar “maior lisura ao processo eleitoral, impedindo que o candidato se utilize da função em benefício de sua candidatura”. Apesar de ainda terem um prazo de pouco mais de três meses, vários titulares devem antecipar a saída para organizar suas campanhas.

É o caso da ministra Gleisi Hoffmann, braço-direito da presidente no Palácio do Planalto. Ela deixará a chefia da Casa Civil, onde está desde junho de 2011, para disputar o governo do Paraná pelo PT.

Outros três ministros vão concorrer ao governo de seus estados. Alexandre Padilha, da Saúde, vai deixar a pasta que comanda desde o início da gestão Dilma para disputar o comando do Palácio dos Bandeirantes, em São Paulo.

Fernando Pimentel (do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior), que também é ministro há três anos, deverá se candidatar ao governo de Minas Gerais, enquanto Marcelo Crivella, ministro da Pesca e Aquicultura desde março de 2012, pode concorrer ao governo do Rio de Janeiro.

Dois ministros gaúchos devem concorrer a deputado federal: Pepe Vargas, que comanda o Desenvolvimento Agrário desde março de 2012, e Maria do Rosário, chefe da Secretaria de Direitos Humanos há três anos. Outra possibilidade é que ambos concorram ao Senado.

Outros três ministros disputarão uma vaga na Câmara dos Deputados. Aguinaldo Ribeiro (Cidades), à frente da pasta desde fevereiro de 2011, concorrerá pela Paraíba; Gastão Vieira (Turismo), empossado em setembro de 2011, pelo Maranhão; e Antônio Andrade (Agricultura), no ministério desde março de 2013, pode tentar uma vaga de deputado ou vice-governador por Minas Gerais.

 

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G1