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Aos 30 anos, jovem descobre câncer avançado após ignorar sintomas intestinais por 5 meses

Letícia Siqueira Oliveira com a bolsa de colostomia. Foto: Reprodução/ Arquivo pessoal

Uma fisioterapeuta de 28 anos, Letícia Siqueira Oliveira, de Santo Antônio da Platina (PR), notou sinais incomuns em seu corpo. Ela começou a sentir uma vontade súbita de evacuar sem sucesso, um sintoma inicialmente atribuído a estresse ou intolerância alimentar. Em meio a um mestrado, reforma de apartamento e planos de casamento, a paranaense acabou por ignorar esses primeiros avisos.

Por cinco meses, Letícia tratou-se sozinha com probióticos e ajustes na dieta, sem imaginar a gravidade do quadro. Somente com o surgimento de distensão abdominal, dor e sangue nas fezes, aos 30 anos, ela buscou ajuda médica. O diagnóstico revelou um tumor intestinal avançado, com metástase nos ovários e peritônio.

Desde então, a jovem tem enfrentado extensas cirurgias e ciclos de quimioterapia.

Sua condição atual é classificada como paciente paliativa, demonstrando a seriedade do diagnóstico tardio. O caso sublinha a urgência de não subestimar sintomas aparentemente discretos, que podem indicar condições graves.

A Dra. Rebeca Nahime, cirurgiã oncológica do A.C.Camargo, enfatiza a importância de investigar qualquer alteração. Sinais como mudança no hábito intestinal, sangramento ou inchaço abdominal exigem atenção. O diagnóstico precoce do câncer colorretal, inclusive com colonoscopia a partir dos 45 anos, é crucial para um prognóstico mais favorável.