Após 8 meses sem pistas, Interpol entra no caso de irmãos desaparecidos de Bacabal

A investigação sobre o desaparecimento dos irmãos Ágata Isabelle, de 6 anos, e Allan Michael, de 4, em Bacabal, no Maranhão, passou a contar com apoio da Interpol, segundo a advogada da família, Nathaly Moraes. As crianças desapareceram em 4 de janeiro, após saírem para brincar no povoado de São Sebastião dos Pretos.
Nathaly afirmou que a organização se colocou à disposição após contatos com o consulado e o Núcleo de Cooperação Internacional. Uma reunião com o chefe do núcleo está marcada para 9 de setembro, na sede da Polícia Federal, em São Luís. “Uma resposta positiva é, pelo menos, o fato de a Interpol estar ajudando. Agora temos uma estrutura”, disse a advogada.
A cooperação busca cruzar informações sobre crianças resgatadas em outros países, mas não há confirmação de que Ágata e Allan estejam entre elas. A advogada também afirmou não ter encontrado elementos que confirmem tráfico de pessoas; anteriormente, a Polícia Federal arquivou um procedimento por falta de indícios desse crime. O primo dos irmãos, Wanderson Kauã, então com 8 anos, desapareceu com eles e foi encontrado três dias depois, debilitado e desorientado.
