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Após dizer que suspeição de Janot ‘não tinha fundamento’, procurador da Lava Jato se declara ‘chocado com crimes’ no MPF

 

Em 14 de agosto, o procurador da Lava Jato Carlos Fernando dos Santos Lima, disse numa palestra que um pedido de suspeição contra Rodrigo Janot não “tinha fundamento” e objetivava colocar a investigação “em um plano político”.

Agora, com o chefe no chão e prestes a sair do cargo, ele mudou de ideia.

“A revelação das gravações de Joesley (Batista, da JBS), das pilhas de dinheiro de Geddel (Vieira Lima, ex-ministro de Dilma e Temer), e da compra da Olimpíada no Brasil, são chocantes, mesmo para mim, acostumado com as revelações da Lava Jato”, escreveu no Facebook.

“De certa forma fico envergonhado de ver que o crime infiltrou-se em uma instituição, minha instituição, como o Ministério Público. Esses procuradores ou ex-procuradores devem ser punidos exemplarmente, pois suas condutas são mais graves do que as de qualquer um outro. Somos uma instituição que não pode ser maculada com dúvidas sobre a conduta de seus membros”.

Finalizou: “É preciso cortar na carne.”