Após dois anos, USP pune aluno acusado de estupro com suspensão de 120 dias

A Universidade de São Paulo (USP) suspendeu por 120 dias um estudante acusado de estupro dentro do Conjunto Residencial da USP (Crusp), no campus do Butantã. A vítima, que também era moradora do complexo, denunciou o caso à universidade em outubro de 2024. Além da suspensão das aulas, o suspeito foi expulso do imóvel que ocupava. A polícia já indiciou o aluno, e o inquérito segue em segredo de Justiça.
A universidade justificou a demora de quase dois anos entre a denúncia e a punição com a necessidade de “cautela” para garantir o contraditório e a ampla defesa. A reitoria afirmou que as estudantes envolvidas foram acompanhadas por assistentes sociais durante todo o processo. O caso é um dos dois episódios de estupro que teriam ocorrido no mesmo complexo de moradia estudantil; o segundo ainda está sob investigação administrativa.
A Secretaria de Segurança Pública de São Paulo confirmou que o estudante já foi indiciado e que novas diligências estão em andamento a pedido do Ministério Público. A 3ª Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) vai colher mais depoimentos e evidências. A USP não divulgou os nomes dos envolvidos. A demora na punição gerou críticas de entidades estudantis, que cobram mais agilidade e proteção às vítimas dentro da universidade.
