Após morte de folião, Doria suspende contrato com empresa de câmera

Do G1:
Prefeitura de São Paulo suspendeu o contrato com a empresa Dream Factory, que faria por meio de câmeras de segurança o monitoramento da cidade durante o carnaval de rua.
Na quinta-feira (8), a Prefeitura multou a empresa em R$ 15.800 pela instalação irregular de uma câmera num poste na Rua da Consolação, no Centro de São Paulo. No domingo (4), o estudante Lucas Antônio Lacerda da Silva, de 22 anos, participava do bloco Acadêmicos do Baixo Augusta quando foi eletrocutado depois de encostar no poste.
Com a suspensão do contrato, o carnaval de rua não terá mais 200 câmeras extras pela cidade, que seriam instaladas pela empresa, mudando os planos da Prefeitura. 86 delas já haviam sido instaladas e foram desligadas, e estão sendo retiradas e sem energia.
Milton Persoli, secretário-adjunto das Prefeituras Regionais, afirmou que, agora, o sistema será feito por 2 mil câmeras dos órgãos públicos que já existem. “Pelas câmeras contratadas pela dream factory nós não teremos mais esse monitoramento. Elas serão substituidas por outras câmeras existentes na cidade: GCM City Câmeras, PM, CET, nós temos quase de duas mil câmeras instaladas a esses órgãos que vão estar nos ajudando no monitoramento desse carnaval”, afirmou ele.
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“É evidente que todos os serviços foram autorizados. Se a Prefeitura não tivesse autorizado, as câmeras não teriam sido instaladas”, afirmou Marcelo Rocha Leal, advogado da Dream Factory.
