Após morte de menino, médico admitiu desconhecer protocolo antiescorpião

O médico Augusto Fortunato de Godoi, indiciado por homicídio culposo na morte de Bernardo de Lima Mendes, de 3 anos, afirmou à Polícia Civil que desconhecia o protocolo de atendimento a crianças picadas por escorpião. O menino morreu após receber atendimento inicial em Conchal (SP), em março.
Em depoimento on-line prestado em 4 de agosto, o médico disse que trabalhava como plantonista no Hospital Madre Vannini e que o caso não parecia grave na chegada da criança. Questionado pelo delegado sobre o protocolo específico, respondeu: “Não, ninguém, nem eu. Trabalho em cinco hospitais, esse protocolo nunca foi passado em nenhum hospital.”
A investigação aponta que diretrizes determinam o encaminhamento imediato de crianças de até 10 anos a uma unidade com soro antiescorpiônico, mesmo quando os sintomas são leves. Bernardo recebeu o antiveneno mais de quatro horas depois da picada e morreu no dia seguinte. O inquérito seguiu ao Ministério Público, e a defesa declarou ter “plena certeza de sua inocência”.
