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Após ser alvo de protesto, Kataguiri é aplaudido no MP do Rio com palestra em tom de campanha

 

Do Uol:

Após críticas ao convite para dar palestra em evento sobre segurança pública realizado pelo Ministério Público do Rio de Janeiro nesta sexta-feira (15), o líder do MBL (Movimento Brasil Livre), Kim Kataguiri, adotou tom de campanha em rápido discurso e agradou o público, composto por pessoas do meio jurídico. Mais cedo, contudo, na porta da sede do MP-RJ, no centro da capital fluminense, o estudante de Direito foi alvo de protesto.

Kataguiri condenou o que definiu como discurso de que todo criminoso é vítima da sociedade ou não teve oportunidade na vida. Ao discursar por cerca de 10 minutos no painel “Segurança Pública e Justiça: A visão da sociedade”, o estudante de Direito, que recentemente lançou campanha contra o regime de prisão semiaberto no Brasil, citou, para ilustrar a tese, crimes cometidos pelos empresários Joesley Batista (JBS) e Marcelo Odebrecht –ambos assinaram acordo de delação premiada (o primeiro, contudo, pode ter a colaboração rescindida pelo Supremo Tribunal Federal).

O líder do MBL, que pretende sair candidato em 2018, afirmou que temas abordados no seminário, como a adoção de leis mais duras com vistas ao encarceramento, precisam sair do campo das ideias e irem para o Congresso.

“Acho que o mais precioso que tenho para trazer para vocês é como transformar todas essas belas ideias, propostas e críticas que ouvi aqui em vitória política e levar isso para o Congresso Nacional, para a imprensa, para a rua. Enquanto isso não for de fato transformado em ação política, isso vai continuar só nos nossos debates e slides. Não vão passar disso”, disse ele, sem contudo citar exemplos.

O discurso de Kataguiri foi muito aplaudido. Mais cedo, contudo, do lado de fora do prédio do MP-RJ, um grupo protestou contra o convite a Kataguiri. Os manifestantes também defenderam que o aumento do encarceramento não gera redução da violência.

A mesa formada por Kataguiri contou com vozes alinhadas com o coordenador do MBL –o diretor do Instituto Liberal, Alexandre Borges, e o ativista Roberto Motta.

O líder do MBL pediu que, ao final, o evento fosse aberto para perguntas do público, o que não aconteceu. Ele deixou o seminário sem falar com jornalistas, saindo rapidamente pelo fundo do palco.

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