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Aposentadoria até os 100 anos pode exigir patrimônio de R$ 4,6 milhões

Idosos fazendo investimento
Idosos analisam investimentos diante de um computador. Foto: Reprodução

O aumento da longevidade no Brasil ampliou a pressão sobre o planejamento financeiro para a aposentadoria. Dados do Censo Demográfico de 2022, do IBGE, indicam que a população com mais de 100 anos cresceu 56% em uma década, enquanto a expectativa de vida no país avançou 24 anos desde 1960. Nesse cenário, a planejadora financeira Goldie Aragão, CFP pela Planejar, estima que um brasileiro a partir dos 60 anos precise de cerca de R$ 12,5 mil líquidos por mês para manter um padrão confortável em São Paulo; com imposto de renda, a renda necessária se aproxima de R$ 15 mil. Com informações de Estadão.

Para gerar esse valor até os 103 anos, os cálculos de Aragão indicam a necessidade de acumular R$ 4,6 milhões em uma carteira diversificada, com títulos de renda fixa e ativos de renda variável ajustados ao perfil de risco. A simulação considera retorno real de 4% ao ano e inflação anual de 6%. Quando a estratégia inclui Tesouro Renda+, o patrimônio exigido cai para cerca de R$ 2,5 milhões, com dois vencimentos: Renda+ 2030 para pagamentos dos 64 aos 84 anos e Renda+ 2050 para a fase dos 84 aos 104 anos. “Para quem está querendo construir renda para o futuro, o Renda+ é uma super oportunidade. E nada impede de manter o restante da carteira diversificada, com ETFs, ações e outros investimentos”, afirma Aragão.

O momento de início do planejamento muda de forma decisiva o esforço mensal. Um investidor de 35 anos precisaria aplicar cerca de R$ 10 mil por mês para acumular R$ 4 milhões até os 60 anos em uma carteira com retorno real de 4% ao ano; aos 40 anos, o aporte subiria para R$ 13,5 mil. No Tesouro Renda+, os valores caem para R$ 2.822,61 e R$ 4.376,39, respectivamente. O economista Eduardo Giannetti resume o risco de adiar a decisão: “O tempo é o único recurso que o investidor não consegue recuperar”. A planejadora Paula Bento, da Alocc, recomenda começar pela reserva de emergência, equivalente a cerca de cinco meses do custo de vida, antes de buscar estratégias mais sofisticadas para o longo prazo.