Famílias de etíopes executados na Arábia Saudita denunciam retenção de corpos

Famílias de cinco etíopes executados em 23 de junho na Arábia Saudita afirmam que não receberam aviso prévio das mortes nem os corpos, pertences e certidões de óbito dos parentes. Os homens foram condenados por tráfico de drogas e estavam detidos no centro de Khamis Mushait, na província de Asir, no sul do país. Com informações da BBC.
Kibrom Kinfe Aregawi, de 25 anos, e Tsigabu Gebremariam, de 26, estão entre os executados. O pai de Kibrom disse ter descoberto a morte do filho pelas redes sociais. “Ele nem sequer teve a oportunidade de falar conosco. Descobri pelas redes sociais que ele estava morto”, afirmou. As famílias realizaram funerais simbólicos, mas dizem que a ausência dos restos mortais impede os ritos religiosos tradicionais.
A Human Rights Watch contabilizou 116 execuções na Arábia Saudita até 27 de julho. A Organização Saudita Europeia para os Direitos Humanos estima que mais de 2 mil pessoas foram executadas desde 2015, quando o rei Salman bin Abdulaziz Al Saud assumiu o trono, e aponta que 42% eram estrangeiras. A relatora especial da ONU Nazila Ghanea classificou a retenção dos corpos como “tortura e abuso”.
