Árbitro da final da Copa foi detido em festa com armas e drogas

Escolhido para apitar a final da Copa do Mundo entre Espanha e Argentina, neste domingo, o esloveno Slavko Vinčić carrega uma situação constrangedora na carreira: em maio de 2020, a polícia o conduziu de uma festa em uma fazenda em Bijeljina, na Bósnia e Herzegovina, durante uma operação contra uma rede de tráfico de drogas e prostituição.
A imprensa local informou à época que a polícia deteve 35 pessoas e apreendeu 10 pistolas, 14 pacotes de cocaína, celulares, notebooks e mais de 10 mil euros. Vinčić deixou a delegacia após prestar depoimento e afirmou ao jornal esloveno Vecer que estava no local por acaso, depois de aceitar um convite para almoçar durante uma viagem de negócios. “Não tenho ligação com o grupo que foi preso e detido, nem os meus sócios”, disse.
Na ocasião, o presidente da associação de árbitros da Eslovênia, Vladimir Sajn, disse que as autoridades não formalizaram nenhuma denúncia contra o árbitro e resumiu o episódio como “lugar errado na hora errada”. Desde então, Vinčić apitou jogos decisivos da Liga dos Campeões, incluindo a final de 2023/24 entre Real Madrid e Borussia Dortmund, e trabalhou em três partidas da Copa de 2026: Brasil 1 x 1 Marrocos, Jordânia 1 x 2 Argélia e México 2 x 0 Equador. Na final, terá como auxiliares os compatriotas Tomaz Klancnik e Andraz Kovacic; o jordaniano Adham Makhadmeh será o quarto árbitro, e o alemão Bastian Dankert comandará o VAR.
