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Por que árbitro brasileiro não poderá apitar final da Copa do Mundo

Wilton Pereira Sampaio

O árbitro brasileiro Wilton Pereira Sampaio não tem mais chances de apitar a final da Copa do Mundo, marcada para este domingo (19), entre Argentina e Espanha. O regulamento não veta árbitros da mesma confederação continental dos países envolvidos, mas a Fifa quer evitar um juiz ligado à Conmebol na decisão por causa da rivalidade entre brasileiros e argentinos.

A entidade já viveu situação semelhante em 1986, quando o brasileiro Romualdo Arppi Filho apitou a final vencida pela Argentina contra a Alemanha. Agora, a Fifa considera o cenário mais delicado por causa de problemas recentes entre as seleções sul-americanas. Com isso, Wilton passa a ser favorito para comandar França x Inglaterra, disputa do terceiro lugar marcada para sábado (18), em Miami. O presidente do Comitê de Árbitros da Fifa, Pierluigi Collina, deve comunicar a decisão aos árbitros nesta quinta-feira (16).

O favorito para a final é Alireza Faghani, vinculado à Federação Australiana de Futebol, que apitou a decisão do Mundial de Clubes de 2025 e três partidas nesta Copa. A Fifa o vê como uma escolha neutra para os finalistas, mas sua nacionalidade iraniana pesa contra ele em meio à guerra entre Irã e Estados Unidos. Se esse fator impedir a escala, o esloveno Slavko Vincic ganha força. O polonês Szymon Marciniak, árbitro da final de 2022 entre França e Argentina, segue prestigiado, mas nunca um juiz comandou duas finais de Copa do Mundo.